ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE AS ÁREAS PÚBLICA E PRIVADA, EM ÉPOCA DE CRISE

     

Não é fácil estar em um cargo de executivo neste momento, receita caindo e despesas aumentando. A maioria dos sistemas básicos, além das suas imperfeições históricas, todos estão a desejar, alguns mais, outros menos, mas destacamos saúde, infraestrutura, educação e segurança. Há aumento de despesas, gerado pela crise e pelo crescimento da população. Dinheiro para outras atividades, infelizmente, nem pensar.

Na área privada, cortar custo acontece depois de uma reunião, a criatividade gerencia as mudanças, que vão das mais simples às mais complexas. Na área da redução é possível reduzir os processos, demitir funcionários, aumentar a produtividade, diminuir a margem de ganhos, aceitar perder um pouco. Cortar o que não agrega valor para o cliente. E até tomar medidas extremas, como vender o negócio para o concorrente, associar-se a ele ou fechar a empresa e deixar o dono vivo para retornar após a crise. Se a equipe interna, por falta de competência ou razões emocionais, não consegue, porque não é fácil cortar na própria carne, as boas consultorias fazem essa “cirurgia com ou sem dor”. O que não pode é o empreendedor “morrer” junto com a empresa.

Na área pública, é possível tomar muitas decisões, não tanto como no setor privado, mas há. Depende do gestor, é sim, possível, fazer mais com menos. É possível diminuir ou eliminar muitos processos em todas as áreas. Algo que a população tem cobrado antes mesmo desta crise: a máquina pública é lenta, a maioria dos setores carece de um bom gerenciamento. É possível terceirizar com menor custo e ainda melhorar ou ampliar os serviços de algumas áreas. Pode-se fazer muito, o quesito é ter e saber gerenciar uma boa equipe.

A crise possibilita aos dois setores, privado e público, fazer mudanças que em época normal não são possíveis. Mas é necessário adotar três fatores estratégicos de sucesso: ter atitudes inteligentes, tomar decisões corajosas e estar afinado com a opinião pública – aqui, entra uma boa comunicação. Mas se não tiver equipe, não terão sustentabilidade esses três fatores estratégicos de sucesso. Porque o executivo não consegue fazer tudo sozinho.

Na crise o pensar é importante, há mais pessoas que podem ajudar que atrapalhar nesse momento, tudo depende das opções que os gestores fazem. O JORNAL tem como objetivo ajudar a cidade e seus gestores a fazerem o melhor. Fazer oposição por oposição e matérias sensacionalistas não faz parte da cultura dos que pretendem construir um mundo melhor.

 

Fonte: Editorial – O JORNAL

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