SINTECT-URA AGUARDA ASSEMBLEIAS PARA SE POSICIONAR DIANTE PROPOSTA DO TST

Diante a proposta do TST apresentada na tarde de ontem durante audiência de conciliação, o Sintect-Ura e os Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do todo Brasil aguardaram as decisões tomadas em assembleias. A informação é de Wolnei Cápolli presidente do Sintect-Ura.

Durante audiência transmitida ao vivo através do canal do YouTube, o Ministro Emmanuel Pereira afirmou que a greve dos trabalhadores dos Correios é legítima. Na oportunidade, fez uma proposta de reajuste baseada no índice INPC, retroativo a agosto/2017, com a reedição do ACT, ressalvando que a cláusula do plano de saúde permaneceria sendo mediada pelo TST, por meio do processo aberto em abril/2017, na tentativa do Tribunal resolver o impasse, por meio de acordo, evitando assim um julgamento. Quanto aos dias parados, a proposta foi de compensação de 64 horas, o que equivale a oito dias. Os demais dias de paralisação seriam descontados. O prazo dado para resposta das partes, que no caso da FENTECT, depende da deliberação das assembleias dos trabalhadores, é de 48h.

Alguns pontos não ficaram claros, e outros estão omissos. O Vice-Presidente do TST não aceitou intervenções das representações dos trabalhadores, exceto as que fossem de encontro a sua proposta, o que prejudicou maiores esclarecimentos. Se a Empresa descontou indevidamente 8 dias na folha de pagamento, deveria haver o ressarcimento dos valores descontados aos empregados, para, ao final do período de compensação, o saldo restante ser descontado, porém, tal assunto não foi tratado na audiência. Quanto à cláusula 28 (convênio médico), outro conflito foi criado: na fala do Ministro, a cláusula seria mantida sem alteração, mas na ata da audiência, ficou registrado que a mesma terá uma ressalva, citando a mediação no TST.

O CNMN entende que é preciso esclarecer estas questões antes de fazer qualquer encaminhamento, portanto, orienta que as assembleias só apreciem a proposta na sexta-feira, 06/10, enquanto o Comando aguarda a minuta do ACT para fazer todas as ponderações.

O Sintect-Ura aguarda um novo posicionamento. “Na verdade, o Sindicato se posiciona conforme delibera a assembleia. Temos conversado com os trabalhadores e proposta não é o que a gente queria. Por isso vamos consultar as assembleias que são soberanas em acatar ou recusar. Ouviremos o ponto de vista dos trabalhadores”, esclareceu Wolnei.

Assessoria de Comunicação – Jornalista Izabel Durynek

 

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